quarta-feira, 13 de junho de 2012
Estou tendo que ouvir tanto a palavra GREVE que até minha inspiração entrou nessa onda. Desde minha última postagem, a Bahia está mais caótica. Obrigada Jacques Wagner. Hoje, de repente, minha inspiração parece ter se rebelado e fez uma manifestação, dessa vez, de uma maneira diferente. Hoje, a postagem e a reflexão vêm em forma de carta. Uma carta do futuro. Leia com atenção. Segue:
"Salvador, 13 de junho de 2032
Senhor Jacques Wagner,
Após 20 anos do seu mandato como governador da Bahia, eu, cidadão baiano e político de influência, lhe escrevo esta carta. O seu tempo como governador do meu belo estado, para mim, foi um terror, em especial o ano de 2012. O ano que mudou minha vida e que me fez escrever esta carta ao senhor.
Hoje, até escrevo bem para quem teve a educação que eu tive. Passei toda minha vida estudando nas escolas estaduais da Bahia e diante de um ciclo de péssimas administrações(incluido a do senhor) nem preciso citar as péssimas condições de ensino que me deparava. Eram móveis quebrados, livros escassos e rasgados, professores de história me dando aulas de matemática. Era assim, totalmente desmotivador. Para finalizar bem minha educação fundamental, chega 2012 e a minha 3ª série do ensino médio. E para arruinar com tudo, o senhor ignora o pedido dos meus professores. GREVE. Meses sem aulas, meses de labuta, de tentar mudar de vida sem o mínimo de auxílio que eu tinha dos meus professores.
Diante da labuta e o medo de fracassar ( eu tinha noção que precisava vencer para tirar minha família da situação que vivíamos), ainda em 2012, pensei em estudar para tentar um concurso da Polícia Militar, mas ai lembrei do seu descaso e das condições que tinha o pai(policial militar) de um dos meus melhores amigos. Desiste na hora. Parti para outro sonho: Estudar na Universidade Federal da Bahia. Fiquei até animado, porém, conversando com um primo meu, que após muita labuta conseguiu ingressar, ele me passou a real situação que ele passava, naquele ano de 2012, na UFBa: Professores em greve (ou não, estava uma incerteza, uma confusão), servidores em greve e aluno tentando implantar uma greve para melhorar as condições. Inquietei-me e revoltei-me com você, senhor Jacques Wagner e com toda cúpula de sanguessugas que diziam ser políticos como o senhor. Mudei meu sonho.
Ia me tornar político e diferente de vocês, ia estudar, entender o que a população precisava, ser presente, ser ouvinte, ser hosnesto, ser inovador, ser lutador, ser o que o senhor não foi. A luta foi grande, pois para ascender honestamente em meio a roubalheira tem que ser muito persistente e leal aos seus ensinamentos. A luta foi grande, mas consegui. Hoje, sou o que o senhor foi um dia: Governador da linda Bahia! mas diferente do que o senhor fez, eu ajo. Hoje, o povo baiano não sorri somente nas propagandas. Ahh e fique sabendo, não tenho helicóptero, não faço questão de jogo de seleção brasileira aqui em Salvador, e nem aceito receber 500 mil reais para raspar a barba sabendo que tem um mendigo ali na esquina com a barba maior que a minha e que realmente precisa desse dinheiro. Meu salário, metade eu dou para quem necessita. Pois é, sou TOTALMENTE diferente do senhor.
Obrigada pela atenção.
At.,
Governador da Bahia"
sábado, 10 de março de 2012
Todos somos seres humanos, independente do seu preconceito.
Já faz uma semana e a cena ainda está bem viva na minha mente. Queria poder lembrar de uma cena de respeito ou de solidariedade, mas,de longe, esta cena não significou isso. Fui ao supermercado, achei que seria uma simples ida a este estabelecimento, mas pelo contrário, foi mais uma maneira de constatar o preconceito que nos rodeia ou que,às vezes, infelizmente, está impregnado em nós.
Estava na fila, esperando atendimento do caixa. Enquanto isso uma senhora bastante educada conversava com dois garotos, eles falavam de um ovo da páscoa e viam a possibilidade de que ela comprasse um pra eles. Não vi e nem houve cena de violência. Os meninos apesar das roupas sujas sorriam, demonstravam claramente a alegria em viver, independente do que sofriam. De repente, o segurança do supermercado começou a expulsar os meninos, o que surpreendeu a mim e a mulher que conversava com eles. Quando o segurança foi questionado pelo seu ato, um senhor com roupas limpas e com um olhar de amargura começou a gritar. Deixou bem claro o seu pensamento preconceituoso de que aqueles meninos estavam o incomodando e que estariam ali para assaltar as pessoas do local. A senhora ficou indignada e deixou uma lição bacana. Ela o condenou e deixou bem claro que assim como ele tinha direito de estar ali aqueles meninos também possuíam!
Eu via nos olhos dele o sentimento de superioridade como se ele fosse ser humano e aqueles meninos cachorros, ou menos que isso. Era desprezável. Fiquei indignada pela atitude. Eu não sei quem era aquele senhor e realmente queria que ele pudesse ler esse blog. A minha mensagem diante desta ridícula cena é a seguinte: Todos nós somos seres humanos. Uns têm dinheiro,outros não. Uns roubam, outros não. Não é porque eu sou pobre e estou com roupas rasgadas que eu vou roubar, sim, existem pessoas nessas circunstâncias que fazem isso, mas também existem pessoas com as roupas limpas que nem as daquele senhor que também farão isso. Aparência ou condição social não determina quem vai ser o ladrão, mesmo que o seu preconceito te afirme com todas as forças que sim. O que faz uma pessoa escolher o bem ou mal não são as vestimentas, nem a casa que ela mora, mas simplesmente os sentimentos que habitam o coração de cada um. Por favor, tenha cuidado com seus julgamentos, principalmente, com aqueles que são feitos antes mesmo do conhecimento.
Finalizo esta postagem com uma frase genial que faz sentido na vida de muitos ignorantes:
"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."
Albert Einstein
Estava na fila, esperando atendimento do caixa. Enquanto isso uma senhora bastante educada conversava com dois garotos, eles falavam de um ovo da páscoa e viam a possibilidade de que ela comprasse um pra eles. Não vi e nem houve cena de violência. Os meninos apesar das roupas sujas sorriam, demonstravam claramente a alegria em viver, independente do que sofriam. De repente, o segurança do supermercado começou a expulsar os meninos, o que surpreendeu a mim e a mulher que conversava com eles. Quando o segurança foi questionado pelo seu ato, um senhor com roupas limpas e com um olhar de amargura começou a gritar. Deixou bem claro o seu pensamento preconceituoso de que aqueles meninos estavam o incomodando e que estariam ali para assaltar as pessoas do local. A senhora ficou indignada e deixou uma lição bacana. Ela o condenou e deixou bem claro que assim como ele tinha direito de estar ali aqueles meninos também possuíam!
Eu via nos olhos dele o sentimento de superioridade como se ele fosse ser humano e aqueles meninos cachorros, ou menos que isso. Era desprezável. Fiquei indignada pela atitude. Eu não sei quem era aquele senhor e realmente queria que ele pudesse ler esse blog. A minha mensagem diante desta ridícula cena é a seguinte: Todos nós somos seres humanos. Uns têm dinheiro,outros não. Uns roubam, outros não. Não é porque eu sou pobre e estou com roupas rasgadas que eu vou roubar, sim, existem pessoas nessas circunstâncias que fazem isso, mas também existem pessoas com as roupas limpas que nem as daquele senhor que também farão isso. Aparência ou condição social não determina quem vai ser o ladrão, mesmo que o seu preconceito te afirme com todas as forças que sim. O que faz uma pessoa escolher o bem ou mal não são as vestimentas, nem a casa que ela mora, mas simplesmente os sentimentos que habitam o coração de cada um. Por favor, tenha cuidado com seus julgamentos, principalmente, com aqueles que são feitos antes mesmo do conhecimento.
Finalizo esta postagem com uma frase genial que faz sentido na vida de muitos ignorantes:
"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."
Albert Einstein
quinta-feira, 1 de março de 2012
Professor. Dê valor.
Hoje bateu um imensa vontade de falar sobre os professores. Talvez muitos questionem o fato de abordar esse tema por agora, afinal, seria válido falar deles em outubro, mas apropriadamente no dia 15. Mas ai eu começo a refletir. Dia 15 de outubro é o dia do professor. Sim e daí? O que muda na vida desse importante profissional? Há aumento de salário? Há valorização por toda a sociedade? Há reconhecimento? Não, simplesmente um feriado no calendário escolar que faz o aluno dormir até um pouco mais tarde.
Professor. Pra mim é a profissão mais essencial de toda a humanidade. Ensinar. Isso é inerente ao ser humano, mas é lindo quando a gente faz disso um objetivo de vida. Todo mundo teve um professor, até mesmo aqueles que não foram para escola, afinal, pai,mãe, nosso responsável são tudo pra nós, inclusive professores.
Fico incomodada ao ver um profissional tão necessário ser tão desvalorizado. É difícil ver professores que trabalham há mais de 20 anos e que recebeem salários próximos a de estagiários, pessoas que ainda nem se formaram. É difícil ver essa realidade. Uma realidade horrível, mas que pode ser mudada e que se a gente quiser vai ser. Óbvio que isso começa votando certo, mas também começa com atitudes que podem parecer besteira. Converse com seu professor, brinque com ele, respeite-o, dê o valor que ele merece. Quando a gente começar a cultivar o valor dele nas nossas vidas a gente vai entender porque exigir melhorias para esta classe e aí vai para a luta. Hoje e sempre agradeço a Deus pela vida de todos os meus professores. Uns marcaram mais que outros, mas todos foram e são importantes. Todos me ajudaram. Todos me fizeram ver o mundo de uma maneira melhor.
Enfim, agora entenda porque eu estou falando sobre eles em março e não em outubro, é porque eu reconheço a importância deles pra mim, portanto, não deixo para homenageá-los ou para abraçá-los no dia que determinaram ser o dia deles, mas no dia que eu determinei, que para mim não é só um dia, mas, simplesmente, todos os dias do ano.
"Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."
D. Pedro II
Professor. Pra mim é a profissão mais essencial de toda a humanidade. Ensinar. Isso é inerente ao ser humano, mas é lindo quando a gente faz disso um objetivo de vida. Todo mundo teve um professor, até mesmo aqueles que não foram para escola, afinal, pai,mãe, nosso responsável são tudo pra nós, inclusive professores.
Fico incomodada ao ver um profissional tão necessário ser tão desvalorizado. É difícil ver professores que trabalham há mais de 20 anos e que recebeem salários próximos a de estagiários, pessoas que ainda nem se formaram. É difícil ver essa realidade. Uma realidade horrível, mas que pode ser mudada e que se a gente quiser vai ser. Óbvio que isso começa votando certo, mas também começa com atitudes que podem parecer besteira. Converse com seu professor, brinque com ele, respeite-o, dê o valor que ele merece. Quando a gente começar a cultivar o valor dele nas nossas vidas a gente vai entender porque exigir melhorias para esta classe e aí vai para a luta. Hoje e sempre agradeço a Deus pela vida de todos os meus professores. Uns marcaram mais que outros, mas todos foram e são importantes. Todos me ajudaram. Todos me fizeram ver o mundo de uma maneira melhor.
Enfim, agora entenda porque eu estou falando sobre eles em março e não em outubro, é porque eu reconheço a importância deles pra mim, portanto, não deixo para homenageá-los ou para abraçá-los no dia que determinaram ser o dia deles, mas no dia que eu determinei, que para mim não é só um dia, mas, simplesmente, todos os dias do ano.
"Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."
D. Pedro II
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Escolhas deficientes
Era um dia de 2011. Acordei cedo e saí para cumprir minhas obrigações. Na esquina, havia um senhor em uma cadeira de rodas. Sorridente ele estava, vendia panos de prato. Descendo o olhar, podia se ler uma mensagem onde ele deixava bem claro o motivo de estar vendendo aqueles artigos de limpeza: Comprar uma cadeira que lhe fosse mais confortável e que lhe propiciasse mais agilidade.
Após os compromissos, retornei para casa. Na volta, em uma sinaleira, deparei-me com mais um deficiente. Ao meu ver, este tinha uma deficiência extremamente difícil. Ele nem possuía cadeira de rodas, rastejava pelo asfalto embaixo do sol de meio-dia. Seu olhar era vazio, não se via nenhuma expressão de felicidade. Ao ver a cena, me senti triste, de mãos atadas. Mas essa sensação durou apenas segundos, bastou eu virar a esquina para começar a pensar o quão complexo e enigmático é o ser humano.
Ao virar a esquina e olhar para a sinaleira em que eu estava, o deficiente que se rastejava como um caranguejo, que punha as mãos naquele chão sujo e saía recolhendo esmolas dos carros, simplesmente, se levantou e saiu andando. Milagre? Não, apenas uma demonstração de quão indecente uma pessoa pode ser.
Ter uma deficiência não te limita a nada, o que te limita são as suas escolhas. Aquele que realmente não andava escolheu encarar a realidade dele e superá-la. Escolheu acordar cedo e ir trabalhar, ir atrás do sonho de ter uma cadeira que lhe proporcionasse a velocidade dos seus desejos. O dito normal, escolheu viver na desonestidade. Escolheu enganar os outros e a si mesmo. Escolheu viver uma vida medíocre, afinal, ser nada era o seu limite.
Às vezes não desfrutamos de nenhuma deficiência, mas optamos por manter o olhar vazio, que nem o sujeito da sinaleira. Às vezes possuímos uma deficiência e mantemos o sorriso estampado. Às vezes, somos deficientes e não nos aceitamos, nos fazemos de vítima. Às vezes, somos normais e sabemos como sermos felizes. Às vezes, me pergunto por que somos assim? E só uma resposta vem à mente: Sempre vamos ser o que queremos ser. Seja a felicidade, a honestidade, a sinceridade. Seja o sonhador, o revolucionário. E jamais se esqueça: " As nossas escolhas revelam quem realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades." J.K.Rowling
Após os compromissos, retornei para casa. Na volta, em uma sinaleira, deparei-me com mais um deficiente. Ao meu ver, este tinha uma deficiência extremamente difícil. Ele nem possuía cadeira de rodas, rastejava pelo asfalto embaixo do sol de meio-dia. Seu olhar era vazio, não se via nenhuma expressão de felicidade. Ao ver a cena, me senti triste, de mãos atadas. Mas essa sensação durou apenas segundos, bastou eu virar a esquina para começar a pensar o quão complexo e enigmático é o ser humano.
Ao virar a esquina e olhar para a sinaleira em que eu estava, o deficiente que se rastejava como um caranguejo, que punha as mãos naquele chão sujo e saía recolhendo esmolas dos carros, simplesmente, se levantou e saiu andando. Milagre? Não, apenas uma demonstração de quão indecente uma pessoa pode ser.
Ter uma deficiência não te limita a nada, o que te limita são as suas escolhas. Aquele que realmente não andava escolheu encarar a realidade dele e superá-la. Escolheu acordar cedo e ir trabalhar, ir atrás do sonho de ter uma cadeira que lhe proporcionasse a velocidade dos seus desejos. O dito normal, escolheu viver na desonestidade. Escolheu enganar os outros e a si mesmo. Escolheu viver uma vida medíocre, afinal, ser nada era o seu limite.
Às vezes não desfrutamos de nenhuma deficiência, mas optamos por manter o olhar vazio, que nem o sujeito da sinaleira. Às vezes possuímos uma deficiência e mantemos o sorriso estampado. Às vezes, somos deficientes e não nos aceitamos, nos fazemos de vítima. Às vezes, somos normais e sabemos como sermos felizes. Às vezes, me pergunto por que somos assim? E só uma resposta vem à mente: Sempre vamos ser o que queremos ser. Seja a felicidade, a honestidade, a sinceridade. Seja o sonhador, o revolucionário. E jamais se esqueça: " As nossas escolhas revelam quem realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades." J.K.Rowling
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Se a gente estudar, não tem greve...
Mais um dia olhando para as paredes. As circunstâncias nos levaram a isto. Policiais militares e governo não chegam a um acordo. Propostas são feitas, mas facilmente recusadas. O governo alega já estar no limite do limite e os policiais dizem só aceitar uma negociação se mandatos de prisão, que alguns PM's receberam, forem desfeitos. Ninguém cede e a gente pena. O policial é um trabalhador, um pai de família, um amigo, e acima de tudo,um SER HUMANO. Ele tem direito de receber um salário digno assim como um professor, um gari e tantos profissionais. Acho mais do que justo um aumento e sei que eles devem reivindicar os direitos que têm, mas com greve, não dá! Toda hora uma morte,um assalto! Sem contar como os nossos afazeres estão atrasados. Não podemos trabalhar, estudar. O medo de sair de casa prevalece, toma conta de nós e pelos fatos, fica difícil exterminá-lo. É revoltante ficar enclausurada e ainda ler nos noticiários que no carnaval, o policiamento é garantido. Ai está o erro do Brasil! Para estudar não tem proteção nenhuma, afinal, que valor a educação tem nesse país? O carnaval sim, ele produz conhecimento, capacitação e forma profissionais conscientes, que sabem votar. É no carnaval que devemos ser protegidos, pois ele revoluciona vidas. Sinceramente, cansei desse pensamento fútil que vigora na mente dessas pessoas que estão no poder. Se a educação tivesse o mínimo do valor que ela devia ter, Jacques Wagner não seria governador da Bahia, João não seria prefeito de Salvador e nem teríamos greves de policiais. Aprendam a valorizar o que pode realmente mudar esta sociedade que está tomando um rumo lamentável. Vamos estudar! São tantos os absurdos desses dias, que até faltou inspiração...
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Não lance seu voto numa poça.
Há pouco lembrava de uma cena que me marcou profundamente.
Era 2009, o relógio marcava 7 da manhã. Em breve minha aula começaria, mas enquanto não iniciava, fui para a sacada do meu colégio, dar uma olhada no movimento, nas pessoas, na rua. Olhava distraidamente até que um acontecimento me chamou a atenção. Naquela manhã havia chovido e poças tinham se formado. Próximo a uma dessas poças, deparei-me com um lance triste, lamentável. Uma senhora, aparentando ter uns 40 e poucos anos, imergia sua roupa naquela água suja e depois espremia. Ela colocava muita força, era perceptível a necessidade que ela tinha em ter aquela roupa seca rapidamente. Em contraste a esta cena, alunos do meu colégio desciam dos carros, com suas roupas bem secas,maravilhosamente passadas, com tênis de marcas, com fones de ouvido. Muitos a olhavam e poucos aparentavam piedade. A maioria olhava aquilo e mantinha o olhar frio, como se aquilo fosse normal. Pra muitos é normal, mas pra mim passa muito longe disso. Talvez muitos aceitem aquilo com normalidade porque, infelizmente, essa é uma realidade brasileira, mas aceitar tão facilmente esta situação é concordar com ela, é não optar por mudanças. Fiquei abalada. A cena me abalou, a reação das pessoas também e o pior de tudo foi sentir as algemas em minhas mãos. Não fiz nada e ainda fico refletindo sobre o que poderia ter feito. Hoje, tenho convicção, de que a ação mais certa a fazer eu não poderia executar naquele momento. Ainda não votava, não escolhia os nossos representantes. Hoje já posso e sei que a ação mais sensata que devo fazer para não me deparar novamente com esta cena é votar com ciência em quem estou votando e te transmitir esta consciência. Afinal, o meu voto é importante, mas extremamente impactante ele vai ser quando nos unirmos. Vamos votar em políticos que defendam os nossos direitos, que deem salários mais justos, que busquem o bem-estar de toda a sociedade e não somente de um grupo. Não vou defender partido nenhum, apenas peço que você não vote naquele que é amigo ou que vai lhe da um bem material. Simplesmente vote naquele que vai te dar ações positivas, que vão perdurar, que vão atingir seus filhos, seus netos. Incomode-se, investigue e cobre! Dada a sua confiança, exija o que foi dito. É simples e fácil, basta somente um pouco de consciência e vontade de mudar. Pode ter certeza que se deparar com uma cena como a descrita é muito deprimente e pior ainda é lembrar. A partir de hoje, espero que essa lembrança seja somente minha e sua, que ela seja apenas uma história a ser contada a nossos netos e não uma realidade deles.
Era 2009, o relógio marcava 7 da manhã. Em breve minha aula começaria, mas enquanto não iniciava, fui para a sacada do meu colégio, dar uma olhada no movimento, nas pessoas, na rua. Olhava distraidamente até que um acontecimento me chamou a atenção. Naquela manhã havia chovido e poças tinham se formado. Próximo a uma dessas poças, deparei-me com um lance triste, lamentável. Uma senhora, aparentando ter uns 40 e poucos anos, imergia sua roupa naquela água suja e depois espremia. Ela colocava muita força, era perceptível a necessidade que ela tinha em ter aquela roupa seca rapidamente. Em contraste a esta cena, alunos do meu colégio desciam dos carros, com suas roupas bem secas,maravilhosamente passadas, com tênis de marcas, com fones de ouvido. Muitos a olhavam e poucos aparentavam piedade. A maioria olhava aquilo e mantinha o olhar frio, como se aquilo fosse normal. Pra muitos é normal, mas pra mim passa muito longe disso. Talvez muitos aceitem aquilo com normalidade porque, infelizmente, essa é uma realidade brasileira, mas aceitar tão facilmente esta situação é concordar com ela, é não optar por mudanças. Fiquei abalada. A cena me abalou, a reação das pessoas também e o pior de tudo foi sentir as algemas em minhas mãos. Não fiz nada e ainda fico refletindo sobre o que poderia ter feito. Hoje, tenho convicção, de que a ação mais certa a fazer eu não poderia executar naquele momento. Ainda não votava, não escolhia os nossos representantes. Hoje já posso e sei que a ação mais sensata que devo fazer para não me deparar novamente com esta cena é votar com ciência em quem estou votando e te transmitir esta consciência. Afinal, o meu voto é importante, mas extremamente impactante ele vai ser quando nos unirmos. Vamos votar em políticos que defendam os nossos direitos, que deem salários mais justos, que busquem o bem-estar de toda a sociedade e não somente de um grupo. Não vou defender partido nenhum, apenas peço que você não vote naquele que é amigo ou que vai lhe da um bem material. Simplesmente vote naquele que vai te dar ações positivas, que vão perdurar, que vão atingir seus filhos, seus netos. Incomode-se, investigue e cobre! Dada a sua confiança, exija o que foi dito. É simples e fácil, basta somente um pouco de consciência e vontade de mudar. Pode ter certeza que se deparar com uma cena como a descrita é muito deprimente e pior ainda é lembrar. A partir de hoje, espero que essa lembrança seja somente minha e sua, que ela seja apenas uma história a ser contada a nossos netos e não uma realidade deles.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
#AcabaBBB
Já são quase 6 da manhã e ainda não dormi. Esse post poderia ficar para mais tarde, mas não dá, o tópico que abordarei tem me incomodado muito a ponto de me impedir de deixar esse post para depois. BBB. BBB. BBB. BBB. Não dá mais. Minha mente não consegue aceitar o fato de que a Rede Globo de televisão já transmite esse programa há 12 anos. Saio de casa e até o que não assiste televisão tem conhecimento das barbaridades que ocorre nesse programa. Todo brasileiro é atingido. E daí surge minhas lamentações. Quem se dá o desprazer de assitir o famoso BBB,com certeza, se irrita. Se irrita porque vai se deparar com fofocas,palavrões horrorosos,brigas insanas e muita falsidade. Mas mesmo assim assiste. A minha irritação não é só por isso. Se pararmos para pensar, a maior parte das pessoas que vão ver o Bial e seus "heróis" não tem o que comer,não tem acesso a educação de qualidade,ganham um mísero salário mínimo,enfim,são as vítimas do descaso político brasileiro. Isso me irrita porque ao invés destas pessoas estarem lutando pelos seus direitos elas estão dando audiência a um programa que destrói valores. Como uma estratégia de atrair mais gente para assistir o programa, inventaram um ""estupro"" na atual edição. Mas que graça! Estão investigando um ""estupro"" em que todas as carícias foram consentidas por ambas as partes envolvidas. Policiais,delegados,advogados me façam um favor: vão prender traficantes,políticos, vão fazer ações que tragam paz para a população. Perder tempo investigando um ato sexual que não foi estupro é brincar de forma injusta com os brasileiros. Muita gente pediu,#foraDanielBBB12,acho que já passou da hora de pedirmos,#acabaBBB. Os programas que precisamos não são os do tipo BBB, mas sim os programas sociais,educacionais,que realmente vão mudar vidas. Incomodem-se. Começou o tal BBB,faça um favor a você e sua família:desligue a televisão! Vá conversar,aconselhar seu filho, vá ligar para um amigo que há tempos não vê,vá preparar uma carta para a presidente ou para algum deputado,vá estudar,vá dormir,mas pare de assistir. Se a gente não se mobilizar e não buscar as melhorias que precisamos, o Brasil vai continuar assim: corrupto, falsamente menos desigual e cheio de alienados.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A missão do "Loops da Reflexão"
Cansei de entrar nas redes sociais e ver muito assunto banal. Cansei de ligar a televisão e ver em canais abertos, os "heróis" brasileiros,que vivem em festas,que o suor que derramam é porque estão na academia para evitarem o ócio. Cansei de abrir as revistas e ver ministro sendo acusado de corrupção e deputados aumentando os próprios salários. Cansei de ver jovens que estudaram,melhor,se sacrificaram durante todo o ano e não conseguiram uma vaga na universidade porque o sistema de seleção é incoerente. Cansei. A criação desse blog tem muitas intenções, mas a principal delas é:INCOMODAR. Quero incomodar os políticos que não lutam pelo povo, desejo incomodar as empresas de televisão que acham que só existem os acomodados que lhes dão audiência. Quero incomodar a população brasileira a ponto de usarmos as redes sociais para protestar, para exigir o que é nosso direito. Não sabia como nomear esse blog,
então, optei por "Loops da reflexão". Na programação, um conceito grosseiro para "loop" seria aquilo que não termina,que sempre retorna ao ponto inicial, logo,o loop reflexivo é o que eu busco. Espero que as pessoas não parem de refletir, que sempre retornem aos assuntos que não devem ser deixados de lado. A missão desse blog é difícil,mas eu acredito que será alcançada. Se conseguirmos o espaço que Luiza,que estava no Canadá, teve na mídia, já teremos alcançado um sonho. Nos acompanhe, revolucione. Faço das minhas palavras as de Flávio Augusto,líder do OMETZ grupo e responsável pelo movimento "Geração de Valor": "Pense fora da caixinha".
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